sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

 
FUTEBOL
O pedreiro Marivaldo
No ano de 1965, alguns esportistas veteranos da Cachoeira capitaneados por Evangivaldo Borges e Silva - Vanjú -, organizaram a Liga Cachoeirana de Futebol, ainda no campinho da avenida Ubaldino de Assis disputando o chamado Torneio do Povo e a taça Nely Rocha.
Joselito Brás, filho do saudoso ferroviário e delegado de Polícia, Ursulino Brás, trouxe excelentes jogadores para reforçar o Flamenguinho do presidente Roque Ferreira Pinto. Dentre esses, o meia Marivaldo (foto).
A decisão do Torneio do Povo foi no domingo dia 21 de fevereiro de 1965 e foi ganho pelo Cruzeiro em cima do referido Flamenguinho por 2 a 1, gols de Quequita e Badú, descontando Bau de Pequel para o rubro-negro cachoeirano.
Dois anos depois, em 1967, portanto, inscrito pela equipe do Cruzeiro para disputar o campeonato local no novo estádio, Marivaldo conquistaria o campeonato, o seu nome passou a ser uma unanimidade na cidade para ser o titular da seleção de futebol da Cachoeira. Vide foto do Túnel do Tempo.
Estamos, já, em 1968. A seleção cachoeirana vinha obtendo bons resultados até que enfrentou a poderosíssima seleção de Feira de Santana, enxertada de jogadores que já haviam atuado como profissionais. No primeiro jogo,no dia 7 de abril de 1968, houve um empate de 1 a 1. O segundo jogo seria realizado no Estádio Joia de Princesa, em Feira de Santana. 
Uma caravana enorme seguiu da Cachoeira para Feira. Lembro-me de ter encontrado na arquibancada com o professor Carlito Brito a quem eu sucedi no comando do programa de calouros aos domingos em benefício da Casa dos Velhos. Logo depois fui chamado por Nilton, primo do professor Renato Queiroz que estava acompanhado de algumas pessoas. E ele me perguntou o seguinte: "Filho de Jessé! Tinha lugar pra mim neste time?" Eu era menino mas lembro que ele foi um grande centro-avante, chegou a ser profissional no time do Vitória da Capital. Disse apenas,, "Claro"!
 Aquele foi um dos jogos inesquecíveis para mim, cheio de dramaticidade, ataque em massa do time feirense, bola no travessão do goleiro Ceguinho e Marivaldo protegendo a bola pelas laterais nos minutos finais da prorrogação, praticamente segurando o novo empate, dessa vez por 2 a 2.
Aquela partida, aquela atuação de Marivaldo garantiu-nos disputar uma terceira partida com o feirenses e, finalmente, a vitória por 3 a 1.
Depois da conquista do título, várias pessoas se empenharaqm em pedir ao pedir ao então prefeito Julião Gomes um emprego para Marivaldo, inclusive um amigo que o prefeito muito considerava: Roque Pinto. Marivaldo era pedreiro. Não sei se Marivaldo não se interessou pelo salário, o fato é que ele acabou não ficando na Cachoeira. Soube recentemente que ele já é morto.

Da esquerda para a direita, em p´re: Seu Nego Sapateiro, Chico da Padaria (presidente da Liga), Valter Nevile (presidente do Cruzeiro),Curió, Nelson, Vando, Deca, Irmão de Pequenininho, Didi Zoião, Bussuçu, Tote, Erivaldo Brito (vice presiedente) e Nelson.
Agachados, na mesma ordem: Marivaldo, Carlyles, (Não identificado), Zé Melo, Onildo e Pepeco.




 
 

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