sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

 
O gol do bi cachoeirano
Campo da Graça em Salvador, dia 5 de janeiro de 1969. Há 46 anos passados, naquele domingo, a Cachoeira comemorava a conquista do bi-campeonato intermunicipal de futebol amador do estado da Bahia, com um gol inesperado marcado pelo lateral esquerdo, Paiva,  (foto) chamado pelos companheiros de futebol por Paá-Paá, aos 10 minutos da prorrogação, quando a torcida de Miguel Calmon festejava a conquista do título.
Em meio aos festejos, a direção da Liga Cachoeirana ficou apreensiva diante da declaração de Arlindo Alves, do Departamento de Amadores do Esporte Clube Bahia, de que exatamente o autor do gol do título, estava "preso" ao Bahia. O próprio Paiva tranquilizou a galera quando informou que de fato, em tempos passados, estivera procurando o referido diretor para o liberar a fim de disputar o campeonato cachoeirano pela equipe do Cruzeiro. O diretor não o liberou. Ele então foi pessoalmente ao presidente do clube, Osório Vilas Boas que assinou a transferência que ele entregou na Liga no início do campeonato e tinha guardado uma cópia. Ele estava legal, portanto.
Paiva era meu amigo pessoal, um moço de uma humildade fora de série. Ele trabalhava como ascensorista do Edifício Cidade do Crato, no Comércio, em Salvador. Noivo de uma conterrânea, Paiva estava se preparando para casar. Tendo a frente o comerciante Adolpho Gottschal, ele recebeu um polpudo "bicho" pela conquista do título, enquanto o comércio, as autoridades e o povo de um modo geral coletaram presentes para o seu enxoval.
Não tive mais notícias desse atleta exemplar que entrou definitivamente na história do futebol cachoeirano.

 O santamarense, Paiva, lateral esquerdo da seleção cachoeirana de futebol amador, ao apagar as luzes da prorrogação, fez o gol do bi-campeonato, quando a torcida adversária de Miguel Calmon já comemorava o título. Foi um gol e uma partida inesquecível que o TÚNEL DO TEMPO registrou.

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