sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

MEMÓRIA

 Eu era um menino de quatro, cinco anos, quando vivenciei um Rancho de Reis que se faziam todos os anos na minha terrar natal. A Festa de Reis fechava os festejos natalinos. Era uma tradição lidimamente portuguesa.
A minha irmã por afinidade, Luizinha, bem mais crescida, era quem  se envolvia com essas coisas, peças de teatrinho na sala de visitas do nosso sobrado, recitais,etc. Por caus dela,  enfim, a minha tia de afinidade resolveu organizar um grupo, contando com a colaboração do meu tio Deocleciano (Dió), irmão da minha mãe, Ester. Tio Dió era músico da Minerva. Ele e titia Iazinha compuseram as músicas. Eu assistia a todos os ensaios e, claro, decorei até hoje a música:
Anarolino Pereira e meu tio,Dió

"Viemos cantar o Reis / Para deixarmos uma lembrança / Só saímos uma vez / Que é só para divertir as crianças / Não faça pouco da tura / Isso são coisa dos nosso Brasil / Não dê risada da garotada / O terno é infantil !"
O Rancho de Reis era coisa séria, exigia ensaios como hoje o fazem as Quadrilhas Juninas. Temos alguns registros como o Terno que foi organizado por Anarolino Pereira em benefício das festas do Rosário, no início da década de quarenta. 




Quando o santamarense Roberto Pinho, com o apoio do órgão oficial de turismo no estado, implantou o seu projeto da Feira do Porto.  Eu e o meu irmão, Erione, fizemos o embandeiramento de toda a orla. Os primeiros anos foram um grande sucesso de público. Como era facilmente presumível, em face mesmo de que quase todos os municípios baianos já comemoravam as festas juninas, a Cachoeira foi perdendo a primazia, sobretudo com a concorrência da própria capital após a criação do "Forró da Capitá". 
Hoje, a Cachoeira realiza, além da Feira do Porto  a que nos aludimos, a Corrida da Fogueira, criada pelo então secretário da prefeitura, João Gualberto de Carvalho Filho, (Jonga), nos idos de 1959, na gestão do prefeito Julião Gomes dos Santos, e a Festa da Boa Morte.
Há bastante tempo, quando ainda morava na Cachoeira, defendia a ideia da criação de um evento esportivo no período do Natal e final do ano. Meu amigo Waldomiro Gomes da Silva (Pequenininho), sempre criativo nas decorações juninas, tem capacidade de desenvolver um projeto para as festividades de final de ano, aproveitando a estrutura da Feira do Porto. Ele tem capacidade de planejar a árvore de natal do rio Paraguaçu.
No palanque oficial seria realizada as festividades religiosas, show etc. Encerrando as festividades, na manhã do dia 1º de janeiro, as duas cidades realizariam a prova de triatlo. Conforme sabemos, engloba três modalidades de competição.
Um projeto bem detalhado com previsão orçamentária encontraria apoio de empresas esportivas, publicitário, da mídia impressa, falada e televisiva até por falta de assunto esportivo, na época.
A prova de triatlo não encontraria concorrência fácil de outras cidades por falta de elementos naturais de que são dotadas Cachoeira e São Félix. 
O projeto é exequível e eu me disponho a não apenas ter dado a ideia mas ajudar na elaboração do projeto e na busca de patrocínio.
 

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