sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016


Pesquisa Histórica
Datas  

 CONVENTO DE S. FRANCISCO DO PARAGUAÇU
No dia 1º de fevereiro de 1658, era lançada a pedra inaugural do convento de São Francisco do paraguaçu, provavelmente inaugurado por volta de 1660. Pode-se aquilatar mesmo em reínas, a grandeza e magnificência do edifício.

A ACLAMAÇÃO DE D. PEDRO I 
Eu acredito que não existe nenhum cachoeirano ou morador da Cachoeira que não saiba que a cidade (na ocasião simples Vila) que aclamou D. Pedro I (foto) como "Príncipe Regente e Perpétuo Defensor do Brasil", e do enfrentamento armado contra as tropas do general Madeira de Melo nos idos de 1822.
Pois bem; em 9 de janeiro de 1823, por ordem do general Pedro Labatut,(foto) a Cachoeira tornou-se, também, pioneira em aclamar D.Pedro I como Imperador do Brasil.
A solenidade contou com as presenças das mais altas autoridade locais e foi presidida pelo coronel Bento de Araújo Lopes Villasboas, promovido, depois a título honorífico de Barão de Maragojipe.

PROVEDOR ANALFABETO

A Santa Casa de Misericórdia da  Cachoeira já teve um Provedor que era analfabeto, embora fosse rico de marré deci. Todos os seus atos e atas da referida instituição era chancelados com um carimbo. Chamava-se Manuel Ferreira Luiz, cujo testamento foi aberto no dia 3 de fevereiro de 1832 e foi um dos assuntos que mais chamou a atenção da comunidade.

A TRAVESSIA CACHOEIRA / SÃO FÉLIX
 A travessia da então florescente Vila da Cachoeira para a parte integrante do município que atendia pelo pomposo nome de "Senhor Deus Menino de São Félix", de acordo com a Lei Provincial n° 613 de 15 de outubro de 1857, como é que se fazia? Já li, algures, que havia um caminho de pedras enfileiradas. Dependendo da maré, poder-se-ia atravessar calmamente. Nada mais falso. As pedras em questão fizeram parte das ensecadeiras, uma proteção que viabiliza a construção em áreas alagadas. A construção eram os pilares de sustentação da ponte D.Pedro II, que foi inaugurada no dia 7 de julho de 1885.
O que a gente quer saber é antes disso. Em 1818, encontramos um Edital do governo da Província para a construção de uma ponte de madeira, obra iniciada no dia 18 de abril do ano acima referido. Pelo visto a obra vinha se arrastando, então, no dia 25 de janeiro de 1841, a Câmara da Cachoeira resolveu mandar construir o chamado "pontão", uma espécie de barca que seria puxado ora da margem de São Félix, ora da Cachoeira.
Conforme sabemos, todos os projetos foram abandonados quando do início das obras da ponte D.Pedro II mas, om"pontão" até que não seria uma má ideia, sobretudo quando das demoradas manobras das composições ferroviárias.

MEMÓRIA DO 25 DE JUNHO DE 1822
Em sessão de 14 de fevereiro de 1861, o vereador Luiz Osana Madeira, através Requerimento, solicitou a restauração do Memorial em pedra alusivo aos feitos heroicos dos nossos avoengos no memorável 25 de junho de 1822, e que estava erguido na antigra praça da Regeneração, atual Doutor Milton.
A providência reclamada pelo Edil cachoeirano era sobremodo necessária, visto que, desde a instalação do referido memorial, já se havia passados 39 anos.
O fato, galera, é que nada foi feito, e o que é pior; a referida e histórica memória simplesmente sumiu!

CONSELHO MUNICIPAL
Após a Proclamação da República, para sermos mais precisos no dia 2 de fevereiro de 1893, era empossado o tenente-coronel Manoel Martins
Gomes (foto), como Intendente (cargo correspondente a Prefeito, atualmente). Ele exerceu o mandato por cerca de 12 anos.

SIMULAÇÃO DE UMA ENCHENTE 
Há 28 anos passados, em janeiro de 1988, após haver sido amplamente anunciado, a extinta Desenvale realizava na madrugada do dia 15, um teste de controle de vazão e da calha do rio Paraguaçu.
O ensaio foi considerado pelos técnicos da empresa como "periódico e necessário para maior controle de Pedra do Cavalo e maior segurança para as cidades de São Félix e Cachoeira".
O curioso é que eu não tive mais notícias de novos testes tão "necessários" para a segurança das duas cidades.
Depois da festa que as duas populações fizeram, depois que tudo se normalizou, nas proximidades do Cais Maria Alves (frente ao campo de futebol), apareceu um corpo de um jovem que estava desaparecido, logo identificado por familiares como sendo Paulo Cerqueira.
O boato de assassinato e a hipótese de que ele foi "tomar banho" nas águas revoltas do rio foram descartadas pelos familiares porque ele não sabia nadar. Como o corpo não apresentava nenhuma escoriação, de conformidade com depoimento dos familiares, o inditoso Paulo deve ter sofrido mais um dos constantes ataques de apilepsia, enquanto a crença popular ficou reforçada com a velha sentença: "Toda enchente, o rio só baixa quando leva um!"
 
 
 
 





 

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