sexta-feira, 25 de março de 2016



A Cachoeira jamais teve latifúndio. Teve, sim,terras improdutivas. E ainda as tem, claro. 
Quando era presidente da Câmara o professor Adjarva Dias (1973/1980), o legislativo cachoeirano patrocinou uma interessantíssima feita pelo nosso conterrâneo Joeraldo dos Santos Fraga, hoje renomado advogado com militância na capital do estado, em parceria com Jutahy Magalhães Júnior, hoje Senador da República. O trabalho chama-se "A presença da Cachoeira na Escola Agrícola da Bahia" .

Daquela faculdade do século dezenove, seis cachoeiranos estavam matriculados: Durval Moncorvo da Silva Pinto, Oscar Augusto Baraúna, Silvano Vieira da Silva, Olyntho Baptista Leone, Júlio Vaccarezza e Abílio Moncorvo da Silva Pinto.
A referida faculdade foi oficialmente instalada com a presença de Sua Majestade o Imperador D.Pedro II, em o dia 13 de novembro de 1859, pois era a primeira escola agrícola da Bahia e primeira no ensino agrícola no país. O Imperador objetivava o manuseio técnico porque sabia que a terra melhor tratada produz evidentemente frutos de melhor qualidade.
Apesar da crise que o Brasil está atravessando nos dias atuais, o agronegócio continua de vento em popa, o país está exportando mais de 100 bilhões de dólares. Claro que temos condições de comercializar muito mais porque a demanda mundial por alimentos continua em crescimento. Disponibilidade de terra e de clima favorável são dois fatores preponderantes para que se invista mais nesse setor.
Quando eu residia na minha terra, assisti frustrado o fracasso de um projeto em que se pretendia industrializar a farinha.Houve um erro primário: a CIMPASA (nome da firma),não possuía terreno para o próprio plantio da mandioca, ficava na dependência dos pequenos agricultores que produzem apenas para a sua subsistência.
Em terrenos nas proximidades do distrito de Belém, vivenciei, também, um projeto de plantio de frutos cítricos. Não sei dizer o resultado.
Há muito o que se fazer para ajustar a economia cachoeirana e a colocar em uma trajetória de crescimento sustentável se partirmos para o lado da agricultura, como por sinal o fôra no passado.
Se eu ainda tivesse o meu domicílio eleitoral na minha terra, com certeza apoiaria o candidato a prefeito que apresentasse um projeto exequível do agronegócio, que fosse, naturalmente, de competitividade comprovada. 

 
 
 
 

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