sexta-feira, 11 de março de 2016


Datas
O  13  do  Março



Entre as datas mais importantes do rico calendário histórico da Cachoeira, fulgura, após o épico 
25 de Junho de 1822,
a que iremos festejar no domingo próximo, dia 13 de março, quando a então Vila de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeira alcançou os foros de CIDADE com a denominação de Heroica Cidade da Cachoeira, juntamente com Santo Amaro da Purificação, com a designação de Leal Cidade de Santo Amaro.
Os nossos avós sonhavam com a elevação da então Vila da Cachoeira e não perderam a chance quando da visita de Pedro I, no dia 18 de abril de 1828. Entregaram ao Imperador um memorial reivindicativo, sugerido, inclusive, trocarem-se o nome para Petrópolis, naturalmente para massagear o ego de Sua Majestade  que elencou uma série de coisas que dificultaram o atendimento. Volvidos nove anos, finalmente tal objetivo foi alcançado conforme podemos observar abaixo: 
COMEMORAÇÕES NO CENTENÁRIO
Governava a Cachoeira João Vieira Lopes, quando ocorreu a passagem do centenário da data em apreço. O programa festivo teve início com uma alvorada, hasteamento da bandeira nacional pelo Tiro de Guerra n499 e inauguração da Guarda Municipal.
A sessão solene, presidida pelo prefeito aconteceu no Cine Teatro Cachoeirano, com as presenças das mais altas autoridades locais, sendo palestrantes, o bacharel Ari Guimarães e o jornalista Augusto de Azevedo Luz, usando também da palavra, quando ela foi franca, os médico Artur Nunes Marques e o poeta João Ribeiro da Hora.
Terminada a sessão, houve passeata pelas ruas da cidade, e, ao término, na estátua aos heróis de 1822, na praça Teixeira de Freitas, falaram o deputado Dr.Augusto Públio Pereira e o advogado Nélson Silva.
O momento ansiosamente aguardado pela população da cidade foi a retreta programada em conjunto com as duas filarmônicas cidade. A Lira Ceciliana e a Minerva Cachoeirana vinham se preparando para aquele evento, com ensaios até fora da sede social a fim de manterem o sigilo das peças que seriam executadas 
O assunto daquela retreta fez parte, durante meses, de discussões acaloradas de quem de fato havia ganho, quem se apresentou melhor.
O SESQUICENTENÁRIO
Nas comemorações dos cento e cinquenta anos, o então prefeito Geraldo Simões nomeou uma c omissão de alto nível presidida pelo cachoeirano e atual desembargador Raimundo Queiroz, na ocasião Juiz de Direito da Comarca.
 
 Na foto à esquerda, a Comissão reunida no salão nobre da prefeitura,e,na seguinte,um aspecto do desfile que se realizou.
Na manhã do dia 13 de março de 1987, todos os sinos das igrejas da cidade repicaram, ouvindo uma ruidosa salva de 21 tiros, seguindo-se o hasteamento do pavilhão nacional. Como é de praxe, na igreja da matriz, foi oficiado solene Te Deum, concelebrado pelos padres José Hamilton, Walter e Hélio Leal Vilasboas. A homilia, muito elogiada,por sinal, foi feita pelo padre Hamilton. O Coral do Banco Econômico da Bahia, regido pela maestrina Amfrian Pontal abrilhantou a solenidade religiosa.
 Na sede da SPHAN PRÓ-MEMÓRIA, houve uma breve solenidade do lançamento do jornal A ORDEM, com as presenças de várias autoridades, da presidente de honra do jornal, senhora Cloriolanda Maria Chagas de Oliveira, bisneta do fundador do extinto jornal do mesmo nome, Joaquim Cruz, Diretor Superintendente e Erivaldo Brito,idealizador do projeto, Diretor e Redator Chefe, que proferiu um breve discurso, falando em seguida o professor e historiador Rubens Rocha. Serviu-se um coquetel aos presentes, oferta da Regional de Bebidas na pessoa do seu gerente, Pedro Roberto.
O imponente desfile cívico contou com as bandas marciais do Colégio Estadual da Cachoeira e de Maragojipe, do Colégio das Sacramentinas, filarmônicas, Associações, Loja Maçônica Caridade e Segredo e do próprio povo cachoeirano que compareceu e prestigiou o evento.
Quem presidiu a sessão realizada na praça da Aclamação foi o Dr.Raimundo Queiroz, com as presenças dos prefeitos da Cachoeira,Geraldo Simões, da vizinha São Félix, Eduardo Macedo, deputados Benito Gama (federal) e Carlos Alberto Simões (estadual) e grande número de representantes de instituições.
Coube ao jornalista Erivaldo Brito proferir o discurso oficial. Não obstante a amplificação, o pronunciamento foi prejudicado pela barulheira das bandas marciais fazendo evolução na praça, achando por bem o orador encerrar antes do tempo.
Ao final, foi prestada uma homenagem à educadora cachoeirana Olga Pereira Metting.
Domingo próximo, a Cachoeira estará comemorando 179 anos de sua elevação aos foros de CIDADE, a programação festiva ficou a cargo da Câmara de Vereadores, local onde a Edilidade estará reunida. Foi escolhida minha filha,  a professora Maria do Rosário Leite Brito para ser a oradora oficial da solenidade. 
Parabéns, Cachoeira !
 

 

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